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diário gráfico [última semana de março]

  O tempo nada mais permite do que rabiscar em diário gráfico. Tenho usado esferográficas, marcadores e de vez em quando um pouco de tinta que tapa coisas que saíram menos bem. No desenho não há borracha. Há soluções de desenho. Uma linha errada quando corrigida a marcador pode dar um reverso interessante ou uma nova composição. Por vezes eles param e miram o que eu faço, alguns apreciam, com aquele encanto breve e sincero deles, outros nem tanto. Já houve um que me disse que eu até desenhava melhor do que ele mas ele desenhava muito mal. Ri-me. Vou sentir saudades de os ouvir, de os observar, mas preciso de usar o meu tempo, o que resta do meu tempo, no que mais gosto de fazer. Dos muitos desenhos que tenho fiz mais uma animação na timeline do PS, misturando algum trabalho digital.

point ball pen

 

win+G

 quando a linha é o começo

win+G

 desenho digital

fractus

Não há muito tempo vi pela primeira vez uma sequência de litografias da autoria de Pablo Picasso que são uma verdadeira lição de desenho; de como simplificar à redução bela de linhas e à abstração. Observando, senti tudo aquilo como uma epifania. Era aquela a via mais rápida para um resultado satisfatório. Tinha, numa parede cá em casa, uma tela pintada a óleo há mais de quatro anos; uma tela que tinha um nome bonito "avolumam-se de palavreado", que já me havia valido um início de conversa num auditório cheio de alunos do 2º ciclo, onde eu lhes falei, entre outras coisas, das formas e da sugestão que as mesmas nos podem dar para concretizar um desenho, naquele caso o que me havia sugestionado fez rir a audiência porque ouviram de mim a palavra: rabo. Para além das formas (e volumes), cores quentes intensas, nada mais tinha que ainda me fizesse parar para a observar e, também por isso mesmo, na parede de passagem. Ali esteve até ontem. Terá a monocromia de uma litogra...